Presidente fala em Igualdade e Respeito ao Cooperado

Sexta-feira, 7 de agosto de 2020 às 10h 01 - Atualizado às 13h 51

Eleito dia 26/7 presidente da Cooperativa Agropecuária de Bom Despacho (Cooperbom), o produtor rural Fúlvio Queiroz Cardoso Neto, 55 anos, tem afirmado que seu maior desafio será “trazer de volta os cooperados que se afastaram”. Para isso, ele diz que todos serão tratados com “igualdade e respeito”. E argumenta: “não é porque o cooperado é pequeno que ele tem menos importância. Queremos valorizar e apoiar o pequeno produtor, dar oportunidade para que ele cresça”.

 

Veja na entrevista exclusiva feita pelo Jornal de Negócios.

 

Qual foi o primeiro pensamento que passou por sua cabeça na manhã de segunda-feira, 27/7, quando você se sentou pela primeira vez na cadeira de presidente da Cooperbom?

 

Pensei na responsabilidade que temos pela frente. Nos desafios que vamos enfrentar para corresponder à confiança dos cooperados que nos colocaram aqui, tanto eu quanto os demais diretores. Nos deram uma grande responsabilidade. Temos que trabalhar muito.

 

Seu discurso de campanha foi baseado nos anseios do produtor, especialmente dos pequenos. Isso foi determinante no resultado desta eleição disputada por três chapas?

 

Acredito que sim. Eu sou produtor e vivencio os mesmos problemas da maioria dos cooperados. Os demais diretores também. Todos vivemos da agropecuária. Conhecemos a realidade do produtor. Falamos a mesma linguagem.

 

O ponto central da nossa campanha foi esse: o produtor deve ser o principal foco da Cooperativa. A empresa tem que pensar mais no lado do produtor. Tem que estar mais presente no campo, apoiando o cooperado.

 

Nossas propostas motivaram os cooperados. Eles nos colocaram aqui para fazer as mudanças que todos querem.

 

Você disse que vive da agropecuária. Como fará para conciliar as atividades na fazenda com as responsabilidades na Cooperbom?

 

Eu saio de casa todos os dias às 4h45 e vou para a fazenda, no Retirinho. Chego lá, marco o serviço, verifico tudo e trabalho até as 6 horas. Aí volto para a cidade. Chego na Cooperbom por volta de 7 horas e fico aqui o dia todo.

 

Pela primeira vez na história, três chapas disputaram a direção da Cooperativa. Assim que saiu o resultado da eleição você falou para o Jornal de Negócios, pregou a união dos cooperados e afirmou que a disputa terminou na assembleia. Será um mandato de união?

 

Todos que participaram da disputa são cooperados. Têm os mesmos direitos de todos nós. Havia amigos e parentes em todas as chapas. Sim, esperamos a união de todos em prol da empresa. Será melhor para a Cooperbom se todos puxarem para o mesmo lado.

 

Quais serão as primeiras medidas adotadas pela nova diretoria?

 

Hoje é nosso segundo dia na direção da Cooperativa. Estamos analisando, conversando e conhecendo melhor cada setor. As primeiras medidas virão nos próximos dias. Temos que agir com prudência e responsabilidade.

 

Ainda na campanha, você disse que o maior desafio era trazer os cooperados de volta. Como pretende fazer isso?

 

Primeiro, tratar a todos com igualdade e respeito. Não é porque o cooperado é pequeno que ele tem menos importância. Queremos valorizar e apoiar o pequeno produtor, dar oportunidade para que ele cresça. Medidas específicas também são importantes, como melhorar o atendimento nos setores comerciais da cooperativa, assegurar preços melhores para os cooperados e outras ações pontuais.

 

Mudar a política de preços nos setores comerciais da Cooperativa foi um dos temas recorrentes no seu discurso de campanha.

 

Sim. Vamos trabalhar para que a Cooperbom tenha condições de oferecer o melhor preço para o cooperado em todos os setores. Se não agirmos vamos ser cobrados, porque fomos eleitos para isso. Acreditaram na gente.

 

Que mensagem você deixa para os cooperados?

 

Agradeço pelo apoio e confiança que depositaram em nós. Estamos aqui dispostos a dar o melhor de nós pela Cooperativa. Sabemos que temos muito trabalho pela frente e estamos encarando esse desafio