PREFEITURA LANÇA PROGRAMA CIDADE LIMPA

Segunda-feira, 27 de maio de 2019 às 10h 17

Secretária Municipal de Meio Ambiente, Andreia Araújo, esclarece as principais dúvidas dos produtores rurais

Andreia Luciene Silva Araújo (foto), Secretária Municipal de Meio Ambiente, em entrevista ao programa COOPERBOM em Campo, conduzido por Carlos Roberto do Couto, esclareceu dúvidas sobre o projeto lançado pela Prefeitura Municipal de Bom Despacho, denominado “Cidade Limpa”. O projeto envolve a coleta seletiva de resíduos urbanos e rurais. A iniciativa foi da diretoria da COOPERBOM, visando esclarecer questões sobre a coleta seletiva e seus reflexos para os produtores rurais.


COOPERBOM em Campo: que é o projeto “Cidade Limpa?
Andreia Araújo: O projeto cidade limpa institui o programa da coleta seletiva de resíduos no município e a importância da separação dos resíduos sólidos, tanto em âmbito doméstico, como no meio rural. É necessário separar o resíduo para que ele tenha destinação ambientalmente correta.


O que a coleta seletiva?
Andreia Araújo: A pessoa tem que separar todo o resíduo produzido. Nas terças e quintas-feiras, o município recolhe o lixo reciclável seco (papel, plástico, papelão, vidro e metal). Isto o produtor rural também pode fazer em sua propriedade, depois trazer esse resíduo para a cidade para ser descartado junto com os resíduos de sua residência ou poderá levá-los para a cooperativa que estará recebendo o lixo reciclável seco.
Segundas, quartas e sextas-feiras, a prefeitura vai recolher dois tipos de resíduos: lixo não reciclável (lixo de banheiro, absorventes femininos, fraldas descartáveis) e o lixo reciclável úmido (cascas de verduras, legumes, frutas e casca de ovos). Esses dois tipos de lixos deverão ser acondicionados em sacolas separadas.


Qual o procedimento quanto aos resíduos originários da zona rural que eram depositados em lixeiras dispostas, por exemplo, na ponte dos Ferreiras, região da Passagem e próximo ao CAIC?
Andreia Araújo: Essas lixeiras foram retiradas. Elas funcionavam como verdadeiros mini-lixões. Como ficavam disponíveis o tempo todo, a população descartava o lixo nesses locais todos os dias, domingos e feriados, inclusive, causando poluição, deixando a cidade com aspecto sujo e feio. A prefeitura retirou essas lixeiras, limpou e cercou esses espaços. Substituiu as lixeira por placas indicativas, orientando as pessoas para colocarem seus resíduos nas portas de suas residências nos dias e horários de coleta de lixo, para evitar esses mini-lixões.
Qual a orientação quanto às questões de descartes de animais mortos e resíduos nas margens das estradas?


Andreia Araújo: Com relação ao lixo produzido no âmbito rural, o produtor tem duas opções: com o resíduo orgânico ele pode fazer compostagem e utilizá-lo como fertilizante em horta. Pode trazê-lo para a cidade e descartá-lo junto com lixo de sua residência. Outra opção é descartar os resíduos em lixeiras instaladas em frente ao aterro sanitário. O produtor rural também pode entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente, por telefone, internet, ou pessoalmente, e solicitar autorização para descarte do resíduo no aterro.
O aterro sanitário, por exigência legal, está cercado e com vigilância 24 horas, e só pode receber lixo doméstico. A autorização para descarte no aterro pode ser concedida para o produtor rural ou qualquer outra pessoa que tenha um volume considerável de lixo doméstico. Para obter a autorização para livre acesso ao aterro é necessário informar a placa do veículo, o nome do condutor que for fazer o descarte e o tipo de resíduo que for descartado. Não podemos receber no aterro podas de árvores, limpeza de jardim, de pomar por serem materiais de fácil combustão e próprios para fazer compostagem. O aterro sanitário também não recebe resíduo industrial.
E quanto a carcaça de animais?

Andreia Araújo: O aterro não pode receber carcaças de animais. O produtor deve fazer uma compostagem desse material em sua propriedade rural e depois utilizá-lo como fertilizante.

Quais os benefícios da coleta seletiva?
Andreia Araújo: São vários os benefícios:
• Geração de emprego e renda;
• Inclusão social - catadores de materiais recicláveis trabalham em condições salubres e dentro das normas de segurança do trabalho;
• Preservação ambiental - quando esses materiais recicláveis retornam para cadeia produtiva, estamos preservando o meio ambiente. A cada tonelada de papel reciclado, deixamos de cortar 26 árvores;